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Cátia
Portilho
Referências: Treinamento ideal – Jürgen Weineck.
CREF 15.534 G/RJ
www.catiaportilho.com.br
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OVERTRAINING
O treinamento do atleta profissional ou amador aumenta o desempenho,
provoca várias alterações fisiológicas,
metabólicas, musculares e o torna um ser humano fisicamente
superior. Porém existe uma doença que pode deixá-lo
desmotivado, suscetível às lesões, inapetente,
fadigado e acabar com uma carreira esportiva se não for tratada:
O overtraining.
Essa doença instala um fracasso pessoal que faz o atleta
sofrer e achar que não serve mais para fazer o que ama. Por
cobrança profissional, pessoal, irracional ou financeira
ele continua a treinar e competir. Suas marcas caem, ele se afunda
mais ainda na doença, se lesiona e tem que “PARAR”.
Será o começo do fim? NÃO MESMO!
As estatísticas mostram que muitos desistem por achar que
chegaram ao seu ápice e por isso não conseguem progredir
em seu desempenho. O fato é simples: Estão doentes
e precisam de tratamento. A boa notícia é que essa
doença tem cura!
OVERTRAINING significa uma sobrecarga ou um excesso de estimulação:
um aumento muito rápido do número ou da intensidade
das sessões de treinamento, instruções forçadas
de movimentos tecnicamente muito difíceis, métodos
de programas de treinamentos unilaterais ou muito intensos, pausas
de recuperação insuficientes, alimentação
deficiente e outros distúrbios (vide keul 1978, Findeisen/Linke/Pickenhain
1976, Israel 1976).
O excesso de treinamento pode ser distinguido em basedovóideo
(SIMPATICOTÔNICO) e adisonóideo ( PARASSIMPATICOTÔNICO):
OVERTRAINING BASEDOVÓIDEO (SIMPATICOTÔNICO): CACTERIZA-SE
PELA PREDOMINÂNCIA DE PROCESSOS DE ESTIMULAÇÃO
E INTENSA ATIVIDADE MOTORA. A RECUPERAÇÃO APÓS
AS ATIVIDADES (CARGAS) É INSUFICIENTE E RETARDADA. É
FACILMENTE DIAGNOSTICADO, POIS O ATLETA SENTE-SE DOENTE E COM DIVERSOS
SINTOMAS CARACTERÍSTICOS (segundo Israel 1976):
- Suscetibilidade à fadiga, excitação, distúrbios
do sono, inapetência, perda de peso, tendência ao suor,
suor noturno e mãos úmidas, olheiras, palidez, dores
de cabeça freqüentes, taquicardia, variação
da pressão arterial, maior freqüência cardíaca
de repouso (FC), aumento do metabolismo, temperatura corporal levemente
aumentada, dermografismo vermelho e difuso, retorno lento/retardado
da (FC) ao seu valor inicial após atividade física,
comportamento usual da pressão arterial (PA), hirpepnóia
anormal sobre atividade, hipersensibilidade sensorial (sobretudo
acústica), pouca coordenação dos movimentos,
redução do tempo de reação, reações
erradas, tremor, recuperação retardada, intranqüilidade
interior, rápida estimulação, excitação,
depressão.
OVERTRAINING
ADINOSONÓIDEO (PARASIMPATICOTÔNICO): CARACTERIZA-SE
PELA PREDOMINÂNCIA DE PROCESSOS DE INIBIÇÃO,
FRAQUEZA FÍSICA E FALTA DE ATIVIDADE MOTORA. O ATLETA NÃO
SE ENCONTRA EM CONDIÇÕES DE MOBILIZAR A ENERGIA NECESSÁRIA
PARA PARTICIPAR DE UMA COMPETIÇÃO. ESSA FORMA DE OVERTRAINING
É MAIS DIFÍCIL DE SER RECONHECIDA, POIS QDO O ATLETA
SE ENCONTA EM REPOUSAO ELE NÃO APRESENTA SINTOMA ALGUM, OS
SINTOMAS SOBREVÊM FURTIVA E INESPERADAMENTE (segundo Israel
1976):
- Leve fadiga (anormal), inibição, ausência
de distúrbios do sono, apetite normal, peso constante, temperatura
corporal normal, nenhum sintoma de cefaléia, bradicardia,
metabolismo normal, temperatura corporal normal, retorno rápido
da (FC) ao seu valor inicial após atividade física,
aumento da PA (>100 Torr) durante e após atividades, nenhuma
dificuldade respiratória, baixa coordenação
dos movimentos (apenas sob atividades/cargas de alta intensidade),
tempo de reação normal ou levemente maior, boa capacidade
de recuperação, tranqüilidade, humor normal.
As medidas para tratamento de ambas as formas OVERTRAINING serão
discutidas no próximo nº da revista.
. Referências: Treinamento ideal – Jürgen Weineck.
Um abraço FORTE,
Cátia Portilho CREF 15.534 G/RJ
www.catiaportilho.com.br
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